A start up portuguesa verificou também que, através da inversão da ordem de listagem dos medicamentos genéricos do fim para o início, era possível aumentar a taxa de prescrição destes medicamentos em 23,4%. No que refere aos check-ups anuais, foi possível compreender que ao utilizar um incentivo financeiro, nomeadamente uma lotaria, se conseguia aumentar de 40% para 64% a realização dos mesmos.
Outra das conclusões está relacionada com o aumento, em 20%, do consumo de brócolos num refeitório através da implementação de uma regra que coloca os vegetais no início e no fim do linear.
O envio de uma notificação aos profissionais que integram a lista dos 10% dos médicos que mais prescreveram antibióticos nos últimos seis meses permitiu uma redução de 74 mil atos de prescrição. A empresa conseguiu ainda prever uma redução de 25% de óbitos de doentes em procedimentos de ventilação pulmonar, através da alteração do default do ventilador para volumes de ar inferiores.
O Prof. Doutor Nuno Carvalho, CEO da Healthcare City, revela que “projetos como o da Nudge são exemplo do que a Healthcare City pode fazer em concreto pelos empreendedores que normalmente aparecem com uma vaga ideia do que querem fazer e que saem do programa com um negócio que contribui para a economia e inovação na saúde”.
A Healthcare City resulta de uma parceria entre a Nova Medical School, a Janssen, companhia farmacêutica do Grupo Johnson & Johnson, o Grupo Lusíadas Saúde (AMIL e UnitedHealth) e a Médis (Grupo Ocidental), com o objetivo comum de estimular empreendedores, sejam eles startups ou empresas, a desenvolver as suas ideias e dinamizar a oferta de soluções inovadoras para o setor da saúde e bem-estar.


