Em Portugal, os profissionais de saúde começam agora a utilizar os smartphones como ferramenta de trabalho, para aceder ao email de forma segura, procurar informação médica ou passar receitas. Monitores de ECG, espirómetros, balanças, sensores de fumo e oxímetros de pulso são algumas das aplicações móveis que, embora não tenham ainda chegado aos consumidores, estão já a ser vendidas aos prestadores de cuidados que, desta forma, podem gerir, remotamente, os sinais vitais dos pacientes através dos sensores periféricos.
"Tudo aponta para que assistamos a uma incrível convergência de tecnologia médica para o dispositivo móvel similar à convergência de dispositivos de consumo. Já temos telefones básicos que conseguem enviar mensagens para serviços de emergência e temos cada vez mais smartphones capazes de ajudar os pacientes a partilhar informação de forma segura e a conectarem-se com médicos", assinala.
David Doherty é um dos oradores das conferências saúdecuf, que decorrem dia 21 no Centro de Congressos do Estoril, com o tema "Mobile Health, novas formas de olhar a saúde".
A conferência conta com a participação de especialistas a nível internacional nas várias áreas da mobile health, e ainda médicos e outros especialistas portugueses, nomeadamente da área das novas tecnologias. Serão ainda apresentados os projetos que já estão a ser desenvolvidos por empresas portuguesas nesta área.
"O uso de dispositivos móveis e tecnologias de rede pelos profissionais de saúde e pelos pacientes é, cada vez mais, uma realidade. As novas tecnologias associadas ao setor da saúde tornam o doente corresponsável pela sua saúde e vieram estreitar a relação entre o paciente e o médico", refere David Doherty, fundador do portal 3G Doctor, que faculta consultas com médicos registados através de telemóvel.

