No âmbito desta iniciativa, fachadas de edifícios e monumentos emblemáticos como o Cristo Rei, o Templo de Diana ou o Castelo dos Mouros serão iluminadas da cor laranja, a cor da esclerose múltipla (EM). Nas redes sociais, digital influencers irão vestir-se de laranja e convidar os seus seguidores a apoiar esta causa e a entrar no desafio. Por cada foto partilhada com uma peça de roupa laranja e o hashtag da campanha #EMalertaranja, um euro será doado às associações de doentes com EM.
O “Alerta Laranja – Juntos Vencemos a Esclerose Múltipla” é uma campanha que pretende transformar-se num movimento civil de apoio às pessoas afetadas pela EM, integrando assim a campanha mundial lançada pela Federação Internacional da Esclerose Múltipla: “Bringing Us Closer”. Tem por base uma imagem criada por um jovem street artist porque esta é uma doença normalmente diagnosticada entre os 20 e os 40 anos.
Ainda ao longo do dia 30 de maio, algumas das principais praças da cidade de Lisboa vão receber iniciativas de sensibilização e animação, sendo que a agenda do dia pode ser consultada no site www.emalertalaranja.pt.
Num comunicado divulgado à comunicação social, a vice-presidente da SPEM, Dr.ª Susana Protásio, refere que "o Alerta Laranja é uma campanha que pretende, de uma forma positiva, criar um momento público para se falar de EM e a necessidade da sociedade contribuir para que as pessoas afetadas, maioritariamente jovens em idade ativa, possam fazer face à doença e continuar as suas vidas com as mesmas oportunidades".
“Por outro lado, também queremos deixar uma mensagem de esperança às pessoas que são agora diagnosticadas com EM, pois dada a evolução dos tratamentos ao longo dos últimos 20 anos, o prognóstico destes doentes mudou substancialmente. A história natural da esclerose múltipla está a mudar. Esperança e qualidade de vida serão, de hoje em diante, palavras associadas ao tratamento e gestão do doente com EM”, acrescenta a especialista.
Em Portugal, a EM afeta cerca de oito mil pessoas, sendo duas vezes mais prevalente nas mulheres do que nos homens. Entre os sintomas mais comuns estão a fadiga, distúrbios de equilíbrio, dificuldades cognitivas e fraqueza muscular, sendo que 65% dos doentes refere algum nível de incapacitação.


