SPR cria Grupo de Centro de Ligação para Fraturas para "colmatar precário diagnóstico da osteoporose"

19/10/18
SPR cria Grupo de Centro de Ligação para Fraturas para "colmatar precário diagnóstico da osteoporose"

No âmbito do Dia Mundial da Osteoporose, que se assinala amanhã, 20 de outubro, a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) anunciou a criação do Grupo de Centro de Ligação para Fraturas (Fracture Liason Centers Group). O projeto, criado pelo Grupo de Estudo de Doenças Ósseas Metabólicas, tem como objetivo facilitar o diagnóstico, a referenciação e a terapêutica da doença reumática, que afeta mais de 10% da população adulta portuguesa.

O Grupo de Centros de Ligação para Fraturas arranca hoje em 15 centros de Reumatologia de norte a sul do país. O objetivo destes centros passa por colmatar “o precário diagnóstico da osteoporose e atingir uma referenciação mais célere e eficaz dos doentes com fraturas primárias e dar o seguimento e monitorização adequada a estes casos”, refere a SPR em comunicado.

Os centros de ligação de fraturas estabelecem protocolos com os serviços de Ortopedia, através dos serviços de internamento e de urgência dos hospitais que referenciam os doentes para as unidades de Reumatologia. Esse procedimento pode também ser realizado através da Medicina Geral e Familiar, com “via verde” aberta para estes centros. Numa fase seguinte, os doentes são seguidos nas unidades especificas de fratura e posteriormente orientados de acordo com as suas necessidades.

Outra meta que a SPR pretende alcançar com este serviço é a adoção de protocolos de monitorização de doentes com informação comum entre várias unidades de referência de Reumatologia.
Para a Sociedade, isso irá permitir por um lado, estudar estes doentes ao longo do tempo e, por outro, tirar conclusões nacionais através do Registo Nacional de Doentes Reumáticos (Reuma.pt).

Num comunicado divulgado à comunicação social, a Prof.ª Doutora Helena Canhão, presidente eleita da SPR, refere que o “novo Grupo de Centros de Ligação para Fraturas é mais um passo importante na melhoria do acompanhamento que queremos dar ao doente reumático”. “Isso passa pela homogeneização de atitudes terapêuticas, melhoria do diagnóstico, referenciação adequada e respetivo encaminhamento que estes centros irão criar”, e acrescenta que “é imperativo que a Osteoporose, assim como outras doenças reumáticas, seja identificada atempadamente”.

A especialista salienta, ainda, que “uma pessoa que sofra uma fratura osteoporótica se não for tratada, tem três vezes mais risco de vir a sofrer de nova fratura com complicações importantes na sua qualidade de vida e saúde”.

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