O estudo "Patient W.A.I.T. Indicator, 2012", elaborado pela Federação Europeia das Associações da Indústria Farmacêutica (EFPIA) indica que, entre 2011 e o primeiro semestre de 2012, os doentes portugueses tinham de aguardar 498 dias para terem acesso à comparticipação de um medicamento inovador autorizado em Portugal.
Entre 2011 e 2012, o período de espera dos doentes portugueses cresceu 86 dias, uma tendência que se assinala desde 2005, quando a diferença temporal entre a aprovação de introdução no mercado de um medicamento inovador e a decisão da sua comparticipação para disponibilização aos doentes portugueses era de 220 dias.
O estudo abrange os medicamentos de novas substâncias activas autorizadas pela primeira vez no mercado europeu por via centralizada (medicamentos inovadores cuja a avaliação está a cargo da Agência Europeia do Medicamento) e avaliou 169 medicamentos e 15 vacinas.
A EFPIA assinalou no estudo a diferença entre os países do sul e do norte da Europa, caracterizando-se os primeiros por tempos de espera superiores, e salientou que, apesar da necessidade de encontrarem mecanismos de sustentabilidade para os sistemas de saúde europeus, o debate na área do medicamento está demasiado centrado no seu custo, ao invés de na sua eficiência e valor.
O estudo da EFPIA e as suas conclusões foi um dos temas da conferência O Valor da Inovação – Da Investigação ao Doente, a segunda do Ciclo Saber Investir, Saber Inovar, organizado pela APIFARMA – Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica.
Em Portugal, os doentes têm de aguardar mais de um ano para terem acesso, com comparticipação, aos medicamentos inovadores cuja introdução no mercado já foi aprovada, indica um estudo europeu apresentado na mais recente conferência promovida pela APIFARMA sobre "O Valor da Inovação".

