A taxa média de amputação do pé diabético em Portugal é de 5,4 por 100 mil habitantes. A zona norte do país tem uma taxa de 3,4 /100 mil habitantes, de acordo com o Observatório Nacional da Diabetes.A taxa média de amputação do pé diabético em Portugal é de 5,4 por 100 mil habitantes. A zona norte do país tem uma taxa de 3,4 /100 mil habitantes, de acordo com o Observatório Nacional da Diabetes.
Num comunicado divulgado à comunicação social, o presidente da APP, Dr. Manuel Azevedo Portela, defende que “a presença do podologista na consulta do pé diabético especializada na avaliação, orientação e prevenção de patologias do pé, assim como o seu tratamento, permite reduzir inequivocamente esta catástrofe”.
Despesas diretas com a cirurgia, reabilitação do pé e do doente, abstinência laboral e os transportes são os fatores que mais pesam no orçamento da Saúde e da Segurança Social com as amputações dos doentes diabéticos. Neste sentido, o especialista considera que “replicar os modelos de boas práticas que têm comprovado a excelência na prevenção de amputações do pé diabético deve ser uma prioridade nas unidades de cuidados primários”.
Dados epidemiológicos demonstram que o pé diabético é responsável pela principal causa de internamento do portador de diabetes. A previsão para o ano de 2025 é de mais de 450 milhões de portadores de diabetes. Destes, pelo menos 25% vão ter algum tipo de comprometimento significativo nos seus pés. Atualmente, estima-se que, a nível mundial, ocorram duas amputações por minuto à custa do pé diabético, sendo que 85% destas são precedidas por úlceras.
Estima-se que 15% dos doentes diabéticos desenvolvem uma úlcera nos membros inferiores durante os anos de doença e que 85% das amputações têm um historial de úlceras diabéticas. As complicações que ocorrem nos pés destes doentes vão proporcionar uma diminuição da qualidade de vida destes indivíduos e um grande custo aos serviços de saúde.
De acordo com um estudo recente da Associação Médica Podiátrica do Estado de Nova Iorque a Podologia permite diminuir as hospitalizações por diabetes e os custos dos cuidados de saúde. Esta especialidade médica ajuda a melhorar a qualidade de vida dos doentes, permitindo que estes façam uma gestão eficaz das úlceras do pé diabético.


