Os custos anuais da dor crónica são quase duas vezes mais elevados do que os custos anuais relativos ao cancro (900 milhões de euros), diabetes (1,5 mil milhões de euros) e insuficiência cardíaca (289,4 milhões de euros) em conjunto. Subjacente a esta realidade está o sofrimento de milhões de indivíduos afetados pela dor, bem como das suas famílias e cuidadores.
A acrescentar a isto, as patologias relacionadas com a dor são responsáveis por um elevado número de reformas antecipadas. A dor musculosquelética é a causa de quase 50% de todas as faltas laborais com duração mínima de três dias na União Europeia e 60% da incapacidade laboral permanente. É também um dos principais motivos pelos quais as pessoas abandonam o mercado de trabalho de forma prematura e contribui, de modo considerável, para a reforma por invalidez.
No seguimento destes dados foi pensada a Plataforma, que reúne profissionais de saúde, grupos de apoio à dor, associações de doentes, indústria farmacêutica e outras partes interessadas. Tal vai permitir aumentar a sensibilização em torno da relevância e impacto da dor na sociedade portuguesa e nos sistemas económico e de saúde. O trabalho efetuado no âmbito deste projeto contribuirá para reduzir a prevalência da dor e melhorar a qualidade de vida das pessoas com dor crónica.
A Plataforma vai ser lançada hoje em Lisboa, numa reunião onde os participantes vão debater as áreas-chave de interesse, incluindo a sensibilização em torno da dor e as medidas que podem ser tomadas no sentido de reduzir o impacto da dor no mercado de trabalho.
A Plataforma de Impacto Social da Dor em Portugal vai trabalhar em conjunto com a iniciativa homóloga criada a nível europeu, com o objetivo de permitir a partilha de experiência e de boas práticas.
Para mais informações, contacte o Secretariado da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED): tavaresa@med.up.pt.


