A saída do Reino Unido da União Europeia é o principal desafio deste início de mandato para o Dr. Orlando Monteiro da Silva, “a FEDCAR está muito preocupada com a possibilidade de haver uma saída sem acordo. Há milhares de médicos dentistas de variados países a exercer no Reino Unido, só Portugal tem perto de mil, nem todos estão em condições de ficar sendo que não menos importante salvaguardar sempre a situação do acompanhamento dos doentes e o contexto da situação laboral dos profissionais”.
A FEDCAR, em colaboração com outras organizações ligadas ao setor da saúde, “tem exigido a criação de um quadro legal entre a União Europeia e o Reino Unido que garanta que os profissionais continuem a beneficiar de oportunidades conjuntas de treino e formação, com o reconhecimento automático das qualificações”, pode ler-se no comunicado divulgado à comunicação social.
“Outra preocupação” sublinha o presidente da FEDCAR “é a necessidade de manter a cooperação na regulação de medicamentos e dispositivos médicos para que os doentes continuem a aceder a tratamentos e medicamentos de última geração.Tem-se falado muito nas implicações económicas do Brexit, mas as questões da saúde devem ter prioridade e têm de ser acauteladas. É essencial garantir um acordo de reciprocidade nesta área que permita a manutenção de condições iguais de tratamento para os cidadãos britânicos e dos países membros da União Europeia”.
O Dr. Orlando Monteiro da Silva, que até aqui era vice-presidente da FEDCAR, explica a importância desta estrutura para os profissionais europeus da saúde oral: "Grande parte das decisões que afetam as profissões, em particular a nossa medicina dentária, tem origem em legislação da União Europeia. Nenhuma Ordem ou associação profissional é suficientemente forte para se fazer ouvir de forma eficaz ao nível das instituições comunitárias. Daí que o FEDCAR, com as ordens, reguladores dos profissionais, como entidades competentes, seja fundamental para que a posição de todos seja devidamente considerada.
A presidência do FEDCAR espera reforçar a posição da Ordem dos Médicos Dentistas e fazer com que os desafios da Medicina Dentária portuguesa cheguem a um contexto europeu.
O bastonário da OMD salienta como prioridades da sua presidência “o acompanhamento da implementação da diretiva do Reconhecimento Mútuo das Qualificações Profissionais, a regulação ao nível europeu da publicidade em medicina dentária e os processos de acreditação dos estudos de medicina dentária na Europa, num dossier que em participam ainda associações de ensino e de estudantes e o Conselho Europeu de Dentistas”.


