De acordo com um estudo recente centrado nesta doença em Portugal, 32% não conduzem e 77% não trabalham, sendo que 92% dos doentes que não trabalham estão abaixo da idade da reforma.
O encontro é “um momento de debate, análise e reflexão sobre os novos desafios que esta doença nos coloca. E, durante três dias, estamos reunidos no Porto para propagar a inovação e as mais recentes novidades, sobre esta doença do foro neurológico, para o resto do mundo num encontro que tem vindo a ganhar cada vez mais reconhecimento internacional”, a Prof. Doutora Maria José Sá, presidente do Congresso.
A especialista explica que o Congresso surge como uma resposta aos desafios físicos e emocionais da doença, mas também porque apresenta um conhecimento dos custos e gestão, em Portugal, escasso.
“É necessário debater, estudar e propagar as inovações, assim como melhorar o planeamento da assistência médica e a alocação de recursos. Estamos perante uma doença, em que o custo médio de um surto está estimado em 2.931€”, destaca a Prof.ª Doutora Maria José Sá.
Além de acompanhar o rápido desenvolvimento da ciência, tecnologia e estilos de vida, o Congresso de 2019 conta ainda com a presença da Casa da Esclerose Múltipla que permitirá aos seus visitantes terem a perceção, a nível sensorial, do que é viver com EM, através de várias experiências nas tarefas do dia-a-dia.
Do programa, que cruza aspetos das ciências exatas e clínicas, fazem parte temas como “Matemática e Física na Esclerose Múltipla”; “Neuro imagem”; “O tempo importa na Esclerose Múltipla: caso da cognição” e cursos pré-congresso sobre a importância de ter uma equipa multidisciplinar ao serviço dos doentes, onde se sublinha o papel dos enfermeiros e dos neuropsicólogos, por exemplo.
Durante o Congresso será ainda realizada a votação e conhecidos os vencedores do prémio “MS Porto”, que pretende reconhecer a investigação e as melhores práticas clínicas nesta área.
Para consultar mais informações sobre o programa pode consultar esta ligação.


