O estudo mostrou que só quando a previsão de tempo de espera ultrapassa os seis meses, acima dos 120 dias de tmrg (tempo máximo de resposta garantido), se verifica uma inversão na preferência pela resposta rápida por teledermatologia. Cerca de um terço dos doentes preferiam aguardar até dois anos.
O Ministério da Saúde aprovou recentemente legislação que prevê que 80% da realização das primeiras consultas de dermatologia por telemedicina, "o que é manifestamente prejudicial para os portugueses, que vêm cada vez mais dificultada a consulta presencial com um dermatologista", aponta a SPDV, num comunicado divulgado à comunicação social.
A referenciação de doente com imagens - telerastreio - serve para encaminhar mais rapidamente e adequadamente os doentes graves para cuidados presenciais de saúde, acrescentando valor no percurso do doente. No entanto, "não se pode confundir este aperfeiçoamento de método de referenciação com a generalização e banalização de teleconsultas que apenas poderão ser realizadas numa minoria de casos simples e tipificados", alerta.
A SPDV assiste com preocupação a estes desenvolvimentos que, se não forem devidamente adequados e perspetivados, podem representar um retrocesso na prestação dos cuidados médicos dermatovenereologicos à população portuguesa.


