Em que diferem estas compressas das já usuais? Os investigadores da universidade explicam que se tratam de uma "solução mais eficiente, economicamente mais acessível e fácil de usar, associando ainda os fatores conforto, proteção, rapidez e qualidade da reparação dos tecidos".
Estas contêm celulose bacteriana, um gel de celulose produzido por fermentação que possui propriedades regeneradoras, maleabilidade, resistência e aptidão para controlar o teor de humidade na ferida.
O trabalho terá aplicações no tratamento dos doentes com feridas crónicas ou traumáticas. As primeiras ocorrem, por exemplo, em idosos ou acamados que tenham de ficar mais tempo imobilizados, desenvolvendo as lesões.
Além deste trabalho, os investigadores do CEB, cuja 40% das publicações científicas têm coautoria internacional, também estão a estudar a utilização da celulose para transportar fármacos, como a vitamina D, que "não só estimula a regeneração de feridas, como também promove a vascularização de tecidos", ou seja, a formação de vasos sanguíneos ou linfáticos num tecido que não os tinha ou os tinha em número deficiente.
Fonte: Sábado


