Anualmente, 370 mil cidadãos da União Europeia recebem o diagnóstico de cancro do intestino sendo que destes 170 mil acabam por morrer vítimas deste cancro. Os doentes que são detetados num estádio precoce (I) têm uma taxa de sobrevivência a rondar os 90%, comparativamente aos doentes que são diagnosticados num estádio mais avançado (IV), para os quais a taxa de sobrevivência é de apenas 10%.
Com o objetivo de alertar a população portuguesa para o risco da doença, a Europacolon, com o apoio da farmacêutica Merck, lançou em Portugal uma campanha de sensibilização sob o mote "Cuidar de Si é Cuidar de Quem Ama e bastam 10 segundos". Este mote da campanha levada a cabo a nível internacional, intitulada por "MyBest10Seconds", visa alertar para o tempo necessário para se salvar uma vida, através da deteção precoce pelo rastreio.
A campanha com várias iniciativas de sensibilização a decorrer por todo o país tem como objetivo chamar a atenção para o número de mortes diárias que existem em Portugal vítimas de cancro do intestino. É dirigida essencialmente a uma população entre os 50 e os 74 anos, considerada como o maior grupo de risco para este tipo de cancro.
Segundo um White Paper divulgado em Bruxelas, apesar do compromisso em 2003, a nível europeu, de todos os Ministros de Saúde organizarem um programa de rastreio ao cancro do intestino dirigido a todos os cidadãos entre os 50 e os 74 anos (a população considerada como maior grupo de risco), apenas três país o colocaram em vigor (França, Irlanda e Eslovénia).
O mesmo documento revela que na Holanda, Eslovénia e País Basco conseguiu-se um aumento da deteção precoce de 15% a 48% da população com mais de 55 anos.
Em Portugal, todos os anos o cancro do intestino afeta mortalmente 11 pessoas por dia. A cada ano, surgem cerca de 7 mil e 500 novos casos e morrem mais de 4 mil pessoas, apresentando-se, atualmente, como a segunda causa de morte por cancro.
“Os números são preocupantes e são necessárias ações efetivas para os travar, sendo que existem mais de 80 mil doentes ativos e 50% da população desconhece os sintomas desta patologia", alerta o Dr. Vítor Neves, presidente da Europacolon em Portugal.


