Jornal Médico ( JM) – Face aos diversos investimentos, neste momento, na ARSLVT, quais são os pilares base de trabalho no que respeita aos cuidados de saúde primários e do ponto de vista hospitalar?
Luís Cunha Ribeiro (LCR) – Trata-se de uma pergunta complicada na razão direta do grau de complexidade da ARSLVT. Esta ARS é um instituto público com um orçamento que supera 1,3 mil M€. É muito dinheiro! A sua gestão, com uma dificuldade proporcional à "dimensão em causa", é por isso complexa, envolvendo responsabilidade quer na área hospitalar, quer nos cuidados de saúde primários. Em linhas gerais, temos ainda uma nova responsabilidade, que surgiu com a extinção do IDT e a incorporação das suas estruturas dentro das ARS. Ao nível hospitalar, embora as EPE sejam predominantes, ainda temos dois hospitais SPA (Centro Hospitalar do Oeste e Hospital Psiquiátrico de Lisboa) e três parcerias público-privadas (PPP): Cascais, Vila Franca e Loures.
Finalmente, não podemos esquecer que Lisboa dispõe de dois grandes polos universitários centrados à volta dos Centros Hospitalares Lisboa Norte e Lisboa Central (que esperamos ver migrar para o futuro Hospital Oriental de Lisboa, o "Hospital de Todos os Santos"). É importante não esquecer que se trata da capital, acolhendo muitos estrangeiros e utentes de outras regiões. Existe, assim, um conjunto de desafios aos quais é necessário dar resposta.
A entrevista na íntegra pode ser lida AQUI.
Complexa. Eis um dos termos usados por Luís Cunha Ribeiro, presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde e Vale do Tejo, durante a entrevista que concedeu ao Jornal Médico e publicada na edição de julho.

