O prémio, que se traduz numa bolsa de trinta e cinco mil euros, foi entregue no passado dia 23 de abril, em Lisboa, numa cerimónia que decorreu na residência do Embaixador do Reino Unido, em Lisboa.
“Este projeto em particular tenta manipular a resposta imunitária de forma a conduzir à erradicação do tumor, evitando uma resposta paradoxal que está contida na resposta imunitária – há células imunitárias que ajudam o tumor a crescer”, refere o Prof. Doutor Bruno Silva Santos.
Tendo em conta que as células do sistema imunitário são uma componente importante do microambiente tumoral, influenciando de forma significativa a progressão do cancro, os investigadores do IMM identificaram dois subconjuntos destas células que desempenham papéis opostos na progressão do tumor: enquanto um estimula a resposta contra o cancro, o outro promove o seu crescimento. O que controla este equilíbrio é o que falta perceber e é o que se pretende com este trabalho, reconhecido pela sua importância com o ‘Prémio FAZ Ciência’, que pela segunda vez premeia a investigação que se faz em Portugal nesta área.
Tal como em 2018, foram submetidos diversos projetos a concurso, com elevada qualidade e representativos de vários grupos de investigação, o que representa o consolidar de um novo paradigma no panorama da investigação em Portugal.


