SNS é o sistema de saúde mais usado pelos Portugueses
O SNS é o sistema de saúde mais usado pelos Portugueses: 65,2% dos inquiridos utiliza-o. Segue-se o Seguro de Saúde Privado, com 26,6% de utilizadores. A ADSE é usada por 22,3% dos inquiridos.
A grande maioria dos inquiridos que respondeu beneficiar de um Seguro de Saúde Privado pensa mantê-lo (90,6%). As questões monetárias estão na base das justificações dos que pensam em não manter o serviço. Para 84,5%, aderir a um seguro de saúde privado não está nos planos dos próximos 6 meses.
"Apesar de ser um tema prioritário na vida dos Portugueses, o sector da saúde tem sofrido grandes mudanças nos últimos anos em Portugal, o que levou a alterações de comportamentos por parte dos seus utentes, como mostra o estudo", explica Salvador Patrício Gouveia, partner da Netsonda.
Uma em cada cinco pessoas deixou de ir ao médico por motivos económicos
Quase 40% dos inquiridos afirma, inclusivamente, que o seu orçamento atual não permite fazer face às despesas de saúde do seu agregado. Sabe-se pelo mesmo inquérito que, em média, uma em cada cinco pessoas deixou de ir ao médico nos últimos seis meses, por motivos monetários.
Em tempo de crise e contenção, a maioria dos inquiridos afirma praticar desporto como uma medida para melhorar a sua saúde. Ter uma alimentação cuidada e saudável é outra das preocupações.
Mais informado e interventivo do que há uns anos atrás, o papel do doente é cada vez mais ativo e tem um papel preponderante nas tomadas de decisão.
«A sociedade está em permanente transformação. A par dessa transformação, também o perfil do doente tem vindo a sofrer alterações. O doente de hoje é mais preocupado e informado do que o de há umas décadas atrás», explica Pedro Rebelo, Marketing & Consulting Services Business Unit Manager da Cegedim Portugal. «Desempenha um papel cada vez mais interventivo nas tomadas de decisão, pelo que a sua opinião é fundamental e um parâmetro-base na fundamentação das nossas conclusões», acrescenta.
Só 46% dos Portugueses segue à risca as prescrições médicas
54% dos inquiridos afirmou não cumprir na íntegra as recomendações do médico. O principal motivo para este não cumprimento são as melhorias sentidas ao fim de alguns dias e a consequente desistência da toma (68%). O excesso de medicação é outra das razões apontadas por 22,4% dos Portugueses, bem como a falta de informação sobre a terapêutica, para 10,4% dos inquiridos. 8,3% aponta questões monetárias para esta falta de cumprimento.
Os indivíduos do sexo masculino (47%) e os indivíduos com 55 anos ou mais (56,5%) são quem melhores taxas de cumprimento apresentam. No caso da idade, os níveis de cumprimento vão aumentando à metida que o escalão etário avança.
Dois terços dos Portugueses preferem medicamentos genéricos
Cerca de dois terços dos Portugueses preferem medicamentos genéricos aos de marca. O preço mais baixo e a perceção de uma qualidade semelhante estão na base desta opção. A maior confiança e a expectativa de maior eficácia são as razões apontadas por quem continua optar pelos produtos de marca.
Os indivíduos de sexo masculino têm uma preferência superior por medicamentos genéricos em relação aos de marca, quando comparados com os de sexo feminino. A maior confiança nas marcas define bastante a preferência por medicamentos de marca, principalmente no sexo feminino.
É no escalão etário mais avançado que a preferência pelos genéricos atinge as maiores percentagens. Para além da perceção do preço baixo para uma igual qualidade dos genéricos, a grande parte dos indivíduos deste escalão afirma que sempre se deu bem com este tipo de medicamento.


