Presentes no evento vão estar alguns dos mais reconhecidos nomes, nacionais e internacionais, da especialidade, que, em conjunto, vão debater o risco cardiovascular global e analisar o papel da politerapia na prevenção e no tratamento da doença cardiovascular.
Para haver uma adesão do doente ao tratamento é necessária uma abordagem integrada, explica o Dr. Vítor Paixão Dias, presidente da SPH, destacando o papel da redução progressiva do número de comprimidos.
“Neste momento, o que faz sentido é utilizar diferentes substâncias ativas num só comprimido”, afirma, revelando que atualmente “as associações de substâncias já conhecidas estão a trazer maior eficácia com menos efeitos secundários e uma maior adesão ao tratamento, essencial para o controlo da hipertensão”.
Depois da abertura do Dr. Vítor Paixão Dias, diretor do Serviço de Medicina Interna do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho vai ser apresentado um panorama da hipertensão arterial, desde o início do século XXI, traçado pelo Dr. Manuel Carvalho Rodrigues, do Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB). De seguida, o “Peso das Doenças Cardiovasculares em Portugal (e na Europa): Quo vadis?” é a sessão apresentada pelo Dr. Fernando Pinto, do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV).
Segue-se o Professor Csaba Farsang, da Hungria, que irá abordar a “Importância clínica da interação medicamentosa: vantagens e desvantagens da polifarmácia”. Após um período de discussão e pausa para café, as apresentações centram-se na politerapia e adesão. Os temas em exposição serão “O impacto da medicação anti-hipertensiva atual na Psicopatologia”, pelo Dr. János Nemcsik, Hungria, e “Existe algum limiar de adesão a atingir?”, pelo Dr. Michel Burnier, Suíça.
As sessões da tarde são dominadas por especialistas nacionais, nomeadamente o Prof. Doutor Luís Martins. O diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga (CHDV) e diretor da Faculdade das Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa vai abordar “O papel do polypill na prevenção cardiovascular”.
Além disso, o Prof. Doutor Jorge Polónia, do Hospital Pedro Hispano de Matosinhos, vai falar sobre a “Avaliação da adesão dos doentes com hipertensão resistente pela toma supervisionada da medicação. Será o polypill com três substâncias ativas a solução?”
De seguida abre-se o debate para uma mesa-redonda, que terá o Dr. Vítor Paixão Dias como moderador do painel I.
A parte final deste simpósio encerra com o Dr. Giuseppe Verdi, Itália, com uma apresentação sobre a “Tratamento Inicial em associação à luz das guidelines da ESC/ESH”, ficando as conclusões finais a cargo do Prof. Doutor Csaba Farsang.
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