O estudo comparou os resultados da transplantação de 317 crianças com LMA utilizando células da medula óssea de um irmão compatível, de um dador compatível não familiar ou sangue do cordão umbilical. Os grupos foram comparados relativamente a dois aspetos que refletem o sucesso de um transplante: a sobrevivência livre de doença e a ausência de doença do enxerto contra o hospedeiro crónica, uma complicação dos transplantes hematopoiéticos que compromete seriamente a qualidade de vida dos doentes no período pós-transplante.
Os resultados demonstraram que as crianças que receberam uma unidade de sangue do cordão umbilical apresentaram melhores resultados comparativamente às tratadas com células da medula óssea de um dador não familiar.
“Apesar de ser mais frequente em adultos, a LMA pode também ocorrer em crianças, representando pouco menos de um quarto dos casos de leucemia infantil”, refere a Dr.ª Bruna Moreira, investigadora do departamento de I&D da crioestaminal.
“Quando se trata de LMA de alto risco ou após uma recaída, o transplante hematopoiético com células de um irmão compatível é a abordagem terapêutica mais indicada, no entanto, cerca de 70% dos doentes não dispõem dessa opção. Nestes casos, segundo este estudo, o sangue do cordão umbilical pode ser a melhor alternativa de tratamento”, conclui.


