A investigação concluiu que os "macronutrientes" (açúcar, gordura e proteína) explicam menos de 30% da resposta do corpo aos alimentos.
Os resultados avançam que a genética também não parece ser a explicação para o facto de algumas pessoas terem uma tendência maior para engordar.
O fator aparentemente determinante é o estilo de vida como por exemplo, a quantidade de horas que se dorme ou o exercício físico que se pratica.
Um gémeo pode não apresentar alterações na quantidade de açúcar no sangue se praticar exercício após uma refeição rica em hidratos de carbono, enquanto o açúcar no sangue do outro gémeo, após a mesma refeição, aumenta caso ele não tenha tido uma boa noite de sono. Ou seja, a resposta do corpo pode ser melhorada através de uma alteração do nosso estilo de vida.
Descobriu-se ainda que o número de bactérias presentes no intestino também afetou a resposta de cada participante a determinados alimentos. Um dos testes teve em consideração a flora intestinal, e a investigação concluiu que quanto mais espécies de bactérias no intestino, melhor era o processamento de alimentos e nutrientes.
O estudo foi apresentado esta semana na conferência norte-americana American Society for Nutrition.
Fonte: Visão


