Um grupo internacional de especialistas respiratórios com habilidades clínicas e de investigação colaborou na revisão abrangente da literatura, que teve como objetivo avaliar as evidências que analisam a ligação entre exposições ocupacionais e doenças pulmonares.
A revisão analisou vários estudos sobre uma série de condições respiratórias, incluindo asma e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), fibrose pulmonar e outras infeções. Com base nas análises, o grupo estimou a carga ocupacional das seguintes doenças pulmonares:
• asma, 16%
• DPOC, 14%
• bronquite crónica, 13%
• fibrose pulmonar idiopática, 26%
• pneumonite por hipersensibilidade, 19%
• sarcoidose e outras doenças granulomatosas, 30%
• proteinose alveolar pulmonar, 29%
• pneumonia, 10%
• tuberculose (em trabalhadores expostos ao pó de sílica), 2%
Os autores dizem que a carga causada pela inalação de substâncias nocivas no local de trabalho tem importantes implicações clínicas e políticas. Os investigadores concluem assim que há uma necessidade urgente de melhorar o reconhecimento clínico e a conscientização da Saúde Pública sobre a contribuição das exposições ocupacionais em uma variedade de doenças respiratórias não malignas.
O estudo foi publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.


