Estes e outros dados, assim como as recomendações feitas, do projeto "3F" vão ser apresentados e discutidos no próximo dia 2 de julho, terça-feira, na Assembleia da República. Um momento que conta com a participação do presidente da Assembleia da República, da ministra da Saúde e de representantes dos vários grupos parlamentares.
O projeto "3F", uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), com o apoio da Roche e da IQVIA, nasceu da necessidade de identificar formas de reduzir o desperdício e promover a inovação no SNS. Para isso, e para além da auscultação à população, reuniu um conjunto de especialistas de diferentes áreas, que se juntaram para analisar o modelo atual de financiamento dos hospitais portugueses, promover a discussão de potenciais soluções de financiamento com vista à criação de valor para os doentes, assim como desenvolver projetos-piloto com hospitais, de forma a testar a exequibilidade das soluções encontradas.
Do trabalho desenvolvido resultou a identificação de 90 iniciativas, que podem ser agrupadas em quatro dimensões essenciais para a melhoria do modelo de organização e financiamento do Serviço Nacional de Saúde - resultados em saúde, integração de cuidados, gestão da doença e prevenção e promoção da saúde -, às quais se juntam 10 recomendações e a definição dos projetos-piloto que já estão a ser implementados: no IPO do Porto e no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Na apresentação deste trabalho, para além da recomendação de "um novo modelo de alocação de recursos financeiros para a saúde", serão ainda debatidas nove recomendações:
- Reforço do papel dos cuidados de saúde primários;
- Interligação dos cuidados de saúde primários, cuidados de saúde secundários e cuidados continuados;
- Desenvolver a rede de suporte ao doente;
- Promover o papel dos cidadãos no sistema de saúde;
- Sistemas de informação como suporte à gestão e à prática clínica;
- Medição de resultados como motor da melhoria dos cuidados prestados;
- Transparência & benchmarking entre instituições;
- Autonomia e responsabilização da gestão hospitalar;
- Confiança no sistema de saúde.
O Dr. Alexandre Lourenço, presidente da APAH, sublinha que “o projeto 3F materializa a vontade do setor da saúde em apresentar respostas concretas para os desafios do financiamento mas também para a necessidade de reestruturar o modelo de prestação de cuidados com vista a melhorar a experiência e corresponder às expectativas dos doentes e das suas famílias”.
Consulte o programa aqui.


