Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH) é o nome da malformação congénita do aparelho reprodutor que afeta a autoestima e a qualidade de vida de uma em cada 4.500 jovens mulheres. Caracteriza-se pelo encurtamento do canal vaginal ou pela ausência de vagina, estando associada à ausência de útero e dores pélvicas e à ausência de menstruação, sendo diagnosticada, muitas vezes, de forma tardia apenas através de exames ginecológicos.
O Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN) realizou uma cirurgia no tratamento de malformações uterinas e vaginais permite que as jovens mulheres possam ter uma vida sexual futura, através da criação de uma “neovagina”. O intuito desta cirurgia inovadora é recorrer a uma abordagem minimamente invasiva, intitulada de minilaparoscópica, oferecendo uma melhor resposta a este problema e melhorando o quadro clínico destas mulheres, que veem as suas vidas afetadas.
A equipa multidisciplinar do CMIN apoia estas doentes num programa pós-operatório, onde as mesmas são orientadas acerca do início da sua vida sexual e submetidas a pequenas intervenções não invasivas se necessário. O Centro Materno-Infantil tem ainda colaborado com outros centros de referência internacionais, no sentido de desenvolver um centro cirúrgico diferenciado no tratamento destas malformações uterinas.
Fonte: Público


