A investigação, realizada durante quatro anos, conclui que, em pelo menos 12 países asiáticos, africanos e americanos, o vírus do VIH apresenta níveis resistência aos dois principais medicamentos utilizados no seu tratamento. Esta resistência manifesta-se em mais de 10% dos doentes em Guatemala, Argentina, Zimbabué, Nepal e Suazilândia, Cuba, Africa do Sul, Nicarágua, Papua Nova Guiné, Uganda e Namíbia. Já nas Honduras, um quarto das pessoas infetadas com VIH tem uma estirpe resistente a estes fármacos.
A OMS adverte que, em países cuja resistência do VIH se revela tão elevada, poderão existir mutações do vírus tornando-o mais resistente. Segundo a Organização, “as pessoas com vírus resistentes a EFV e/ou NVP têm uma probabilidade significativamente maior de experienciar a falha ou morte virológica, descontinuar o tratamento e adquirir novas mutações (do VIH resistente a medicamentos)”.
Sabe-se ainda que este problema pode ter maior gravidade em algumas regiões a sul do Saara, onde cerca de 30% da população está infetada com VIH. A OMS concluiu que, nestas regiões, metade das crianças seropositivas é resistente aos fármacos. No total dos 18 países estudados pela OMS, 8% dos homens e 12% das mulheres seropositivos são também resistentes à medicação.
O Dr. Massimo Ghidinelli, especialista em doenças infeciosas na Pan American Health Organisation, comentou o relatório à Sky News: “Precisamos de avançar com novos regimes de medicamentos e precisamos de proteger a durabilidade e eficácia dos tratamentos antivirais e vitais para milhões de pessoas”.
Fonte: Visão


