Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia celebra 60 anos

20/01/20
Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia celebra 60 anos

A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) celebra 60 anos de desenvolvimento científico, associativo e social nas doenças do aparelho digestivo. Fundada em 19 de janeiro de 1960, a SPG é uma associação científica de utilidade púbica sem fins lucrativos, que nasceu da vontade de um conjunto de médicos interessados pelas doenças do aparelho digestivo.

 

Ao longo de seis décadas que 27 presidentes levaram a SPG à notoriedade dentro e além-fronteiras, promovendo a investigação e divulgação científica entre os seus pares e a população. Este período conheceu importantes progressos que permitiram salvar vidas e aumentar a esperança média de vida, entre os quais o desenvolvimento da endoscopia (endoscopia digestiva alta, endoscopia para o pâncreas e vias biliares, colonoscopia para o cólon, cápsula para o intestino delgado), o tratamento da úlcera duodenal, a identificação do Helicobacter pylori, do vírus da hepatite B e a descoberta do vírus da hepatite C.

Outros progressos importantes para a Gastrenterologia foram a descoberta da vacina da hepatite B, os medicamentos para controlar a hepatite B, a cura da hepatite C, a noção da importância do rastreio do cancro do cólon, o transplante hepático e ainda o uso da elastografia hepática (tipo particular de ecografia que dispensa a biópsia hepática).
A tecnologia permitiu não só a melhoria nos exames de diagnóstico radiológicos e laboratoriais, como também a obtenção de medicamentos inovadores e dispositivos médicos, tornando a especialidade mais fácil de diagnosticar, tratar e curar, e salvar vidas.

Estima-se que um terço da população necessitará de consultar um gastrenterologista um dia. Em Portugal, um terço de todos os cancros são do aparelho digestivo, responsáveis por 10% das mortes anualmente. O cancro do fígado e do pâncreas são dos que têm pior prognóstico, esperando-se que a sua incidência aumente nas próximas décadas. O gastrenterologista lida também com situações menos graves, mas que afetam milhões de portugueses, como é o caso do intestino irritável, a obstipação e a doença de refluxo.

 

Partilhar

Publicações