A amostra foi desenvolvida a partir de um doente infetado, sendo que os seus dados serão agora partilhados com a Organização Mundial de Saúde (OMS), na esperança de diagnosticar e tratar a infeção. Um laboratório na China já tinha conseguido recriar o coronavírus com sucesso, divulgando apenas a sequência do genoma, e não a amostra em si.
“Estamos preparados para um incidente como este há muitos anos, por isso é que conseguimos agir tão depressa”, realçou o vice-diretor do instituto, o Dr. Mike Catton, em declarações à BBC.
De acordo com a instituição, a amostra, que servirá como forma de verificar se a vacina é eficaz, poderá ainda a vir a ser usada para gerar um teste de anticorpos, permitindo a deteção do vírus em pessoas que não apresentam sintomas e perceber o quão vasto pode ser, o que constitui um “game-changer” para o diagnóstico.
A epidemia do novo coronavírus tomou a cidade de Wuhan, na China, no final de 2019. Ainda que o país tenha isolado grande parte da província de Hubei, o vírus já se alastrou a mais de 17 países, aos quais se juntaram mais recentemente a Finlândia e os Emirados Árabes Unidos. Na China, a infeção já causou 170 mortes e 5,700 doentes.


