“As lesões coronárias severamente calcificadas constituem um dos principais desafios da Cardiologia de Intervenção, associando-se a maior risco de complicações imediatas, falhas mecânicas relacionadas com a implantação de stents e, consequentemente, piores resultados clínicos. Para garantir um bom resultado, a intervenção percutânea nas lesões calcificadas mais complexas exige frequentemente a utilização de diferentes modalidades de diagnóstico e terapêutica, o que torna este tema um excelente alvo para discussão de estratégias, partilha de experiências e interação entre os participantes da iniciativa D@CL”, sublinha o Dr. Carlos Braga, cardiologista de intervenção e responsável pela organização do evento.
De acordo com o especialista, a Cardiologia de Intervenção dispõe de um conjunto de técnicas e dispositivos que permitem a preparação adequada deste tipo de lesões, obtendo melhores resultados angiográficos e clínicos: “Atualmente, a intervenção coronária percutânea em lesões calcificadas complexas pode envolver a utilização de imagem intracoronária para melhor caracterização e localização do cálcio, balões especializados, dispositivos de aterectomia e técnicas para melhorar o suporte local”, esclarece.
No caso específico do Hospital de Braga, o responsável salienta o “grande volume de casos de doença coronária aguda e crónica”, acumulando experiência em diagnósticos complexos. Em 2015, a instituição deu início a “procedimentos com recurso a ateretomia rotacional, que nos casos de maior complexidade e severidade é a técnica de eleição”, conclui o Dr. Carlos Braga.
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