Os dados revelados no evento poderão vir a ter implicações na prevenção, no diagnóstico genético, na vigilância e no tratamento do cancro hereditário, destinando-se especialmente a investigadores, médicos e outros profissionais ligados à área da Oncologia.
“A identificação de novas alterações genéticas envolvidas na predisposição para o cancro em famílias com elevada prevalência de tumores e a caracterização das alterações moleculares dos tumores têm uma crescente utilidade na clínica”, esclarece a Dr.ª Branca Limón Cavaco, coordenadora da Unidade de Investigação e Patobiologia Molecular (UIPM) IPO Lisboa.
“Neste estudo de suscetibilidade familiar e individual procuramos identificar novos genes e mutações responsáveis por formas de cancro com evidente agregação familiar, mas sem alteração genética subjacente reconhecida. No grupo de tumores estudados – cólon e reto, tiróide, próstata, ovário, melanoma e tumores hematológicos – caracterizámos aspetos clínicos, moleculares e celulares subjacentes à doença oncológica que representam um avanço no conhecimento da Patobiologia e que poderão vir a ter impacto no diagnóstico genético e nos protocolos de vigilância clínica e de prevenção do cancro nas famílias, mas também na decisão terapêutica”, acrescenta a investigadora e líder do projeto.
O estudo foi possível devido à utilização da tecnologia de sequenciação mais avançada disponível no IPO Lisboa, contando com o apoio de vários grupos de investigação do IPO Lisboa. O projeto foi cofinanciado pelo próprio IPO, pela Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) e pela Televisão Independente (TVI).
A UIPM tem uma equipa de cerca de 30 investigadores, entre os quais biólogos, bioquímicos, médicos e outros técnicos de saúde, que se dedicam à investigação básica e de translação em Oncobiologia, diagnóstico molecular de cancro hereditário e caracterização de marcadores tumorais e que trabalham em estreita articulação com a clínica.
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