Começando por fazer um enquadramento da infeção COVID-19 em Portugal, o Dr. Rui Nogueira referiu que estamos a viver esta situação “desde 2 de março, mas beneficiando do facto de outros países terem começado a ter casos de infeção antes de nós”. “A abordagem a partir de 26 de março (fase de mitigação) centrou-se muito no papel dos médicos de família”, afirmou, continuando: “Centrámos os cuidados de saúde no nível mais importante da organização do sistema de saúde, os cuidados de saúde primários”, até porque “apenas uma minoria de doentes precisa de cuidados hospitalares (10% em Portugal)”.
Segundo os dados apresentados pelo presidente da APMGF, “de 15 de março até 15 de abril, os casos em vigilância no domicílio quintuplicaram”, tendo estabilizado desde 7 de abril. “Por sua vez, os internamentos tiveram uma evolução significativa. A 26 de março estávamos com 200 internamentos e depois passámos para 1200 internamentos, tendo também estabilizado os números desde 7 de abril”, referiu, acrescentando: “60% dos doentes COVID-19 estão na região norte do País. O facto de surgirem sistematicamente mais casos no Norte tem a ver com as características deste vírus que é altamente contagioso”.
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