“Sem o lockdown decretado pelo Governo em meados de março de 2020, as unidades de cuidados intensivos dos hospitais do SNS [Serviço Nacional de Saúde] teriam tido que atender, entre 1 e 15 de abril, uma avalanche de 748 doentes graves com COVID-19, três vezes mais do que os 229 que precisaram desse tipo de cuidados”, lê-se na análise divulgada na passada quinta-feira pela ENSP, da Universidade Nova de Lisboa.
Para os investigadores da ENSP, “nesse cenário, as 528 camas de cuidados intensivos de que o SNS dispunha na altura poderiam não ter sido suficientes para atender a todas as necessidades, como aconteceu em Itália e em Espanha”.
E realçam: “A ação antecipada deu tempo para o SNS adquirir equipamentos de proteção, aumentar a capacidade de testar e lidar com o aumento da procura hospitalar e de cuidados intensivos causada pela pandemia”.
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