UMinho investiga novos meios para reduzir mortes por malária

31/08/20
UMinho investiga novos meios para reduzir mortes por malária

Está a ser desenvolvida na Universidade do Minho (UMinho) uma investigação liderada pela Investigadora do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) da Escola de Medicina, Prof. Doutora Isabel Veiga, que pretende reduzir os casos de morte por malária.

Em comunicado, a UMinho explica que o projeto tem como principais objetivos descobrir fatores moleculares, desenvolver novos fármacos e criar novos dispositivos de diagnósticos, aliados ao estudo da "espécie mais mortífera" do parasita que causa a malária - o Plasmodium falciparu”.

"É importante realçar que os números de malária têm vindo a diminuir desde as últimas duas décadas, com mais de um milhão de mortes reportadas no ano 2000. Este decréscimo, muito encorajador, deveu-se, entre outras medidas, ao uso da combinação terapêutica baseada na substância artemisinina", refere a Prof. Doutora Isabel Veiga, que se dedica ao estudo da malária há 16 anos.

No entanto, é importante realçar que em 2018 a malária atingiu 228 milhões de pessoas em todo o mundo e causou 405 mil mortes, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

A investigadora relembra que "Portugal já foi um país de malária" e que, “apesar de, atualmente, se tratar de uma doença de países tropicais e subtropicais, é de declaração obrigatória", uma vez que são registados cerca de 200 casos "importados" por portugueses que estiveram em trabalho nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Fonte: Lusa

Partilhar

Publicações