Subordinada ao tema "Nascer em Portugal, que futuro?", a reunião tem início às 10h30 e conta com a presença de vários especialistas que vão fazer uma abordagem ao panorama nacional da saúde perinatal em Portugal, com foco na prematuridade e na mortalidade infantil segundo o relatório da Direção Geral de Saúde (DGS).
"Existe uma lacuna em Portugal, mas também a nível europeu, relativamente aos dados referentes aos custos de internamento de um bebé prematuro e dos bebés com sequelas", refere Hercília Guimarães, Neonatologista do Centro Hospitalar de São João e Presidente do Querer Crescer, que irá fazer a abertura desta reunião e apresentar o grupo.
Almerinda Pereira, Presidente da Secção de Neonatologia, apresentará os dados da prematuridade em Portugal e a Paulo Nogueira, Assistente convidado da Faculdade de Medicina de Lisboa e Chefe de Divisão de Estatísticas de Saúde da Direcção Geral da Saúde, caberá a apresentação do relatório da Direcção Geral de Saúde (DGS) sobre a mortalidade infantil.
Presente estará também a Ex-ministra da Saúde Ana Jorge que fará a abordagem aos indicadores positivos de baixa mortalidade em Portugal e a sua relação com o planeamento e acessibilidade a melhores cuidados de saúde. A apresentação sobre a mortalidade infantil em Portugal no período 1988 a 2008, a evolução dos indicadores e os factores associados, estará a cargo de Xavier Barreto, da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Os trabalhos do período da manhã terminam com a intervenção do deputado Ricardo Baptista Leite, membro da Comissão Parlamentar de Saúde, que irá lançar o debate em torno da interrogação "Será possível a diminuição de desperdício e concentração de esforços mantendo o impacto na qualidade da prestação dos cuidados?".
Para o período da tarde está reservado o painel sobre prematuridade e intervenção, a cargo do neonatologista Manuel Cunha, das psicólogas Teresa Nunes Marques e Sara Almeira, da Mãe Paula Guerra membro da Associação XXS, e da Enfermeira Lídia Videira membro da APEPEN.
Os principais objetivos do grupo Querer Crescer passam pela abordagem à prematuridade de forma global, no período pré-natal, neonatal e depois da alta, e pela procura da minimização dos fatores de risco associados à prematuridade. Procuram ainda favorecer a uniformização, a nível nacional, das normas de prevenção e das boas práticas em cuidados de saúde, bem como favorecer os apoios às famílias de recém-nascidos prematuros.
Grupo Querer Crescer
É um grupo de trabalho multidisciplinar que integra elementos das sociedades científicas e associações de pais com o intuito de complementar os grupos ou instituições já existentes, através de contributos de profissionais de cada uma das áreas envolvidas, tendo por objetivo final alcançar os melhores cuidados para os bebés prematuros.
Os membros do Grupo Querer Crescer:
· Hercília Guimarães, Neonatologista do Centro Hospitalar de São João e Membro Fundador da European Foundation for the Care of Newborn Infants (EFCNI)
· Almerinda Pereira, Neonatologista do Hospital de Braga e Presidente da Sociedade Portuguesa de Neonatologia (SPN)
· Lídia Videira, Enfermeira e Membro da Associação Portuguesa de Enfermagem Pediátrica e Neonatal (APEPEN)
· Madalena Ramos, Enfermeira da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais do Centro Hospitalar de São João e certificada pelo Newborn Individualized Developmental Care and Assessment Program (NIDCAP)
· Paula Guerra, Mãe e Membro da Associação XXS
· Marta Vinhas, Mãe e Presidente da Associação Pais Prematuros
· Sara Almeida, Psicóloga e Membro da Associação ser Bebé, afiliada portuguesa da World Association for Infant Mental Health (WAIMH)
· Manuel Cunha, Neonatologista do Hospital Fernando Fonseca e Hospital Beatriz Angelo
· Luís Graça, Obstetra/Ginecologista, subespecialista em Medicina Materno-Fetal
· Ricardo Baptista Leite, Deputado e Membro da Comissão Parlamentar de Saúde
Decorre no dia 25 de setembro, no Hotel Tivoli Oriente, em Lisboa, a primeira reunião do Grupo Querer Crescer, um grupo composto por profissionais de saúde, membros de associações de pais e políticos, que foi criado com o objetivo de servir como complemento a outras entidades já existentes na busca pela garantia dos melhores cuidados de saúde para os bebés prematuros.

