Do lado do financiamento, entre as 44 medidas propostas, o estudo considera fundamental a correção progressiva da suborçamentação crónica do sistema e a introdução da orçamentação plurianual, reduzindo a sua forte exposição aos ciclos políticos.
Do ponto de vista da organização, a investigação salienta a necessidade de melhorar o acesso a cuidados de saúde e assumir-se de forma inequívoca o caráter misto do sistema de saúde português, potenciando as vantagens inerentes à complementaridade e à articulação entre os setores público, social e privado.
Neste sentido, os autores propõem a criação de um instituto autónomo para a gestão da prestação de saúde, separando assim a gestão do Sitema Nacional de Saúde e o orçamento alocado a esse fim.
De acordo com o ISEG e a EY Parthenon e organização do sistema deverá estar centrada nos pacientes e deverão ser introduzidos mecanismos de liberdade de escolha, tornando claras as funções do Estado através da separação dos papéis de financiador, prestador e regulador.


