Todos os anos surgem em Portugal mais de 7.000 novos casos, que levam à morte de 11 pessoas por dia e mais de 3.000 por ano, não estando ainda implementado nenhum programa de rastreio a nível nacional. Segundo a OMS, cerca de 60% dos casos ocorrem em regiões do mundo que são desenvolvidas e, em Portugal, é a segunda forma de cancro mais frequente em homens e mulheres.
Vítor Neves, Presidente da Europacolon Portugal, sublinha que "o rastreio periódico do cancro do cólon e do recto é fundamental para que o diagnóstico se faça quando a doença ainda está num estádio pouco avançado, pois pode ser curado se detectado numa fase precoce. Se o tumor do intestino estiver num estádio menos avançado, o tratamento desta patologia pode ser mais eficaz. Com 11 mortes diárias no nosso país, torna-se premente reforçar o incentivo ao rastreio, nomeadamente através de colonoscopia. Segundo um estudo publicado recentemente no New England Journal of Medicine, a colonoscopia (e quando realizada de 10 em 10 anos), pode reduzir em 40% o número de casos de cancro colo-retal."
Na maior parte dos casos, há uma lesão no intestino que é precursora do cancro – os pólipos. Quando o cancro colo-rectal se dissemina, ou metastiza, para fora do cólon ou do recto, as células cancerígenas podem ser encontradas nos gânglios linfáticos. Se as células cancerígenas já tiverem atingido estes gânglios, a probabilidade de se disseminarem, também, para outros gânglios linfáticos, ou mesmo para outros órgãos, como o fígado, é elevada. Assim, a probabilidade de o tratamento levar à cura é superior se o o diagnóstico da doença e o início do tratamento forem realizados o mais precocemente possível.


