SPC alerta para falta de dispensa efetiva de médicos para formação

02/11/20
SPC alerta para falta de dispensa efetiva de médicos para formação

Em conformidade com um direito legal consagrado na legislação portuguesa que prevê a atribuição de quinze dias úteis por ano para formação médica, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) alerta a tutela da saúde e unidades de saúde para que seja garantida a dispensa efetiva de serviço de médicos para exercer esse mesmo direito.

“Este modelo não funciona, não liberta os médicos que estão permanentemente a ter solicitações clínicas e compromete a garantia da formação que a lei consagra” explica o presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Prof. Doutor Victor Gil.

A SPC direcionou cartas à Ordem dos Médicos e ao Secretário de Estado Adjunto e da Saúde a alertar para esta situação, sem obter resposta até ao momento.

“Trata-se de ações de formação para as quais os médicos têm de ter disponibilidade adequada de tempo para nelas participarem, durante a sua hora de trabalho. A proliferação de reuniões tipo webinar à noite ou em fins e semana, constitui uma tremenda sobrecarga, injusta, violenta e sem paralelo noutras áreas de atividade”, avisa o presidente da SPC.

A educação médica continuada tem sido a alavanca que tem suportado o avanço verificado na medicina moderna, com impacto muito visível na melhoria da sobrevivência e da qualidade de vida das populações.

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