79 projetos candidatos aos Prémios Santa Casa Neurociências

04/10/13

Setenta e nove candidaturas deram entrada a concurso na primeira edição dos Prémios Santa Casa Neurociências, que vão distinguir e incentivar desenvolvimentos relevantes no tratamento de lesões vertebro-medulares e de doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento. Estes prémios, no valor de 400 mil euros, lançados pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, constituem o maior investimento no incentivo à investigação médica e científica em Neurociências que se faz em Portugal. Os dois vencedores serão conhecidos a 29 de novembro.

 



A decisão cabe ao júri presidido pelo neurocirurgião João Lobo Antunes, e constituído pelo cientista Alexandre Quintanilha, entre outros especialistas de elevado mérito das universidades de Lisboa, Porto, Coimbra e de várias sociedades médicas nacionais.

 


No total, nos projetos inscritos estão envolvidos 289 investigadores, com colaborações de 12 países: além de Portugal, Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos, Brasil, Grécia, Hungria, Itália, Irão, Rússia, Reino Unido.


Este investimento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa visa premiar a investigação de excelência em Neurociências, em duas áreas de atuação da instituição consideradas prioritárias, face ao impacto na saúde da população e na sociedade atual: o Prémio Mantero Belard, para o tratamento de doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento, como Parkinson e a Doença de Alzheimer; e o Prémio Melo e Castro, para o tratamento de lesões vertebro-medulares, território em que Santa Casa foi já pioneira no país, em 1966, com a abertura do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

Os prémios são uma iniciativa do Provedor da instituição, Pedro Santana Lopes, numa aposta no mérito e no valor da nossa comunidade médica e científica, numa conjuntura difícil para a Investigação e Desenvolvimento nacional. Enquadram-se, neste sentido, no investimento numa política de saúde mais ambiciosa da atual Administração da Santa Casa, que está a adequar as respostas às necessidades da população.


Entre as sociedades médicas que apoiam esta iniciativa estão a Sociedade Portuguesa de Neurociências, a Sociedade Portuguesa de Neurologia e a Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação. Integra também a Comissão de Honra George Perry, um dos mais reconhecidos investigadores da doença de Alzheimer, a nível mundial.

 

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