Secura ocular atinge quase meio milhão de portugueses

09/10/13

O olho seco é uma das doenças oculares mais comum, que afecta cerca de um terço da população, sendo que atinge maioritariamente indivíduos do sexo feminino. Em Portugal, cerca de 5,5% da população adulta (461 903 indivíduos) com menos de 65 anos sofre de olho seco, enquanto que cerca de 33% da população com mais de 65 anos, ou seja mais de 680 mil pessoas, sofre deste problema.



A secura ocular é uma doença de foro oftalmológico que causa desconforto, problemas visuais e instabilidade da película lacrimal. Estes sintomas prejudicam a qualidade de vida pessoal e profissional dos pacientes, dificultando a realização de tarefas diárias e podendo chegar a causar stress.


Os sintomas típicos incluem a secura, a sensação de aspereza, vermelhidão, ardor, picadas, sensação de corpo estranho, dor e sensibilidade à luz. A secura ocular pode ter várias causas, incluindo factores ambientais, como sejam determinadas doenças, efeitos secundários de medicamentos, alterações hormonais, uso de lentes de contacto. Os factores de risco são variados e incluem a idade avançada, a diminuição hormonal ligada à menopausa, o álcool e hábitos tabágicos. O ar condicionado, sistemas de aquecimento e a poluição do ar também podem desencadear a doença.


Se não for tratada, a doença do olho seco pode conduzir a um aumento do risco de infecções e problemas de visão. Embora o olho seco não tenha cura, os seus sintomas podem ser aliviados melhorando a qualidade e quantidade de lágrimas. A terapia inicial consiste na administração de lágrimas artificiais de modo a lubrificar a película lacrimal e a proporcionar o alívio temporário dos sintomas.

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