O evento contou com a presença de diversas figuras do setor da saúde, incluindo Ana Ferreira, diretora-geral da STADA Portugal, que fez a sessão de abertura; Hélder Mota Filipe, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos; Carlos Cortes, bastonário da Ordem dos Médicos; Luís Barreira, bastonário da Ordem dos Enfermeiros; Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH); e Ana Povo, secretária de Estado da Saúde.
Os resultados do estudo indicam que 61 % dos portugueses confiam no impacto positivo da inteligência artificial (IA), um percentual superior à média global de 47 %. No entanto, 17 % consideram a IA uma tecnologia negativa. Apesar da confiança na IA, muitas preocupações permanecem, nomeadamente cerca de 72 % dos inquiridos apontam riscos de más práticas de utilização, e 66 % temem a perda de emprego devido à tecnologia. A sessão dedicada à IA contou com a moderação de Ana Branquinho, diretora Institucional da News Farma.
Mais da metade dos entrevistados acredita que, nos próximos 10 anos, a IA será amplamente utilizada para diagnosticar “todas ou quase todas” as doenças (48 % em Portugal), e 52 % preveem o uso de robôs em procedimentos cirúrgicos. Em contrapartida, a satisfação com o Sistema Nacional de Saúde (SNS) caiu para 49%, revelando uma diminuição significativa nos últimos anos. O relatório também destaca que o Google é a principal fonte de informação sobre saúde para 69% dos portugueses. Entre os 2.000 inquiridos, 53 % eram mulheres, e 42 % tinham mais de 55 anos. O STADA Health Report 2024 oferece uma análise detalhada sobre a perceção da saúde e o impacto da IA em Portugal, sublinhando a necessidade de abordar as preocupações relacionadas ao SNS e de adaptar o sistema às novas tecnologias.


